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Os meus apontamentos são o reflexo de como vejo o País e o Mundo. Escrevo de forma livre, para partilhar e aprender.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Receita para o melhor da vida!
Tenho uma família muito gulosa, por isso, este fim de semana dediquei-me a fazer esta tarte. O resultado foi, um momento em família delicioso e feliz!
Por isso, para fugir à rotina e, porque sei que andam por aí muitos "gulosos" a precisar de bons momentos, cá vai a receita:
Tarte de iogurte e frutos silvestres
Ingredientes (massa):
2 colheres de sopa de leite condensado
225 g de farinha
1 gema
30 g de açúcar
1 pitada de sal
100 g de margarina
2 colheres de sopa de leite condensado
225 g de farinha
1 gema
30 g de açúcar
1 pitada de sal
100 g de margarina
Amassa-se a farinha com a gema, o sal, o açúcar, o leite condensado e a margarina cortada aos pedaços. Tapa-se e coloca-se no frigorífico a repousar durante 1 hora. Aquece-se o forno a 200º, unta-se a forma com margarina e forra-se com a massa previamente estendida com o rolo. Vai ao forno durante 20 minutos. Deixa-se arrefecer e começa-se a preparar o recheio.
Ingredientes (recheio):
Resto do leite condensado (embalagem de 250 g)
2 iogurtes naturais
2 colheres de sopa de sumo de limão
Raspa de ½ limão
5 folhas de gelatina incolor
2 dl de natas
6 colheres de sopa de água (para dissolver as folhas de gelatina)
Demolha-se as folhas de gelatina. Mistura-se aos iogurtes o leite condensado, a raspa e sumo de limão. Aquece-se a água e dissolvem-se as folhas de gelatina, junta-se à mistura do iogurte e mexe-se muito bem. Coloca-se no frigorífico para solidificar um pouco. Bate-se as natas que se misturam ao preparado que esteve no frigorífico. Coloca-se o recheio na base da tarte arrefecida e volta-se a colocar no frigorífico.
Quando a tarte estiver solidificada (pelo menos 3 a 4 horas) prepara-se a cobertura com os frutos silvestres (a quantidade é a gosto), cerca de 250 g com 5 colheres de açúcar. Coloca-se os frutos silvestres com o açúcar numa panela, até dissolver o açúcar e ganhar sabor (não deixar ferver o preparado para não desfazer os frutos). Após arrefecer, dispõe-se este preparado sobre a tarte. (o molho fica um pouco liquido e, depois de cortar a primeira fatia, escorre, aconselho a regarem fatia a fatia. Para ficar menos calórico sugiro que, disponham os frutos ao natural).
Juntem a família, aproveitem e... BOM APETITE!
cidaliacasal
Portugueses em Bruxelas
Estive em Bruxelas e, decidi procurar Portugueses para saber do que sentem mais saudades do seu país:
http://www.youtube.com/watch?v=Rx_Owm5lLy4&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Rx_Owm5lLy4&feature=related
cidaliacasal
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Massa crítica na bola
Massa crítica na bola
Os politicos portugueses têm protagonizado um deprimente espectáculo, comparado a um jogo de ping-pong, bola cá bola lá, ora batida longa e com força, ora curta e com efeito, às vezes enrolada e traiçoeira(.) ora lá, ora cá, mas, neste jogo, porém, em vez da bola lançada por uma raquete, são baforadas de fogo e fumo cuspidas entre o governo e a oposição.
O árbitro, alegadando nada poder fazer, segue o jogo da sua cadeirinha, ansioso, desconfortável, aparentemente atento, à espera do final.
Entretanto, o “Zé Povinho” deprimido de tanto ouvir falar em crise mobiliza-se solidário com a jovem geração à rasca, em demonstrações de rua, cartazes originais, vozes afinadas, convocado por televisões e “feicebuques”. As notícias referenciam o evento como a maior manifestação de rua desde o 25 de Abril. O povo aparenta estar feliz, não se sabe bem porquê. E volta a casa. Certamente com a consciência aliviada – alguma coisa se fez, caramba! – mas intimamente convicto da sua absoluta inutilidade. Cansado mas com plena convicção do dever cumprido!
E eis que, um tanto inesperadamente, o jogo político entre governo e oposição atinge o climax: o governo demite-se, fez mal as contas e, afinal, vai a Bruxelas estender a mão à caridade
Paradoxalmente, enquanto vivemos dias difíceis na política, o desporto português aporta um novo ânimo ao país: três equipas de futebol atingem as meias-finais da Liga Europa e um tenista os “quartos” do torneio de Monte Carlo.
Curiosamente, tanto as equipas de futebol como o tenista são orientadas por treinadores portugueses! Prova inequívoca de competência, rigor, capacidade de planeamento e organização. Dir-se-ia que a massa crítica em (absoluta) falta no mundo dos politicos abunda entre a malta da bola.
Fosse a nossa crise social e a anunciada bancarrota económica uma doença psicológica que as nossas conquistas desportivas seriam um excelente placebo.
Belmiro de Azevedo, o segundo maior empregador em Portugal (porque o maior é obviamente o estado), explicou ontem, em entrevista à RTP, o que falha na governação: planeamento e rigor!
Pois, afinal é mesmo o que parece, os senhores ministros foram a jogo sem o preparar e o resultado foi um governo que não soube conduzir o país. Mas, possuímos treinadores de futebol portugueses capazes de o fazer!
Apetece-me dizer que o país está entregue às mãos erradas. Como cidadã portuguesa apelo ao Sr presidente para que nomeie um governo de sua iniciativa com o Domingos Paciência a chefiar porque, com escassos recursos tem obtido excelentes resultados e, já agora, ministérios importantes para Vilas Boas e Jorge Jesus!
Entrevista a António Capela, o mais célebre luthier português
“Prefiro que a casa morra em glória e não em pobreza”
António Capela, nasceu a 25 de Maio de 1932, na freguesia de Anta, concelho de Espinho. É o mais célebre luthier português. Aprendeu a arte com o pai e aperfeiçoo-a em Paris e Itália. Já participou em vários concursos internacionais, onde ganhou medalhas e diplomas de honra pela particularidade sonora dos seus violinos. Actualmente é membro da Associação Internacional de Construtores de Violinos e Arcos, mas é também fundador e vice-presidente da Associação Europeia de Construtores de Violinos e Arcos.
Como começou esta tradição?
António Capela (AC): Esta tradição começou da seguinte forma, o meu pai era marceneiro e trabalhava numa oficina em Espinho. Um dia, um sr. que morava por cima dessa mesma oficina, foi ter com o dono para lhe acertar um cavalete e uma alma num violino e o ele disse-lhe: “olhe, vá ter com aquele moço, o Domingos que tem muita habilidade para essas coisas.” E assim foi, o sr., era um violinista Italiano chamado Nikolino Milano que estava a trabalhar aqui em Espinho e por sinal um violinista com uma reputação muito grande em Portugal. E o meu pai que tinha qualidades extraordinárias com as mãos para madeiras, fez o que ele mandou, dentro da técnica exigida. Esse trabalho originou fazer outros semelhantes e reparações de alguns instrumentos antigos que ele tinha. Ao fim de algum tempo o meu pai praticamente só trabalhava para esse italiano. Entretanto, em 1924 nasce a tuna de Anta e foi preciso fazer um violino e o meu pai, que era um dos sócios fundadores, mostrou desejo de o fazer e assim o foi, começou a trabalhar. Como havia muitas tunas aqui pelo concelho de Gaia e Vila da Feira que se juntavam para ensaiar em Grijó e como os mestres eram de fora começaram a transmitir que o Capela tinha jeito e concertava violinos e eles começaram a procurar o meu pai para esses trabalhos. Penso que não houve tuna nenhuma aqui do concelho de Gaia e Santa Maria da Feira que não tivesse, nesse inicio, instrumentos ou reparações feitas pelo meu pai. Foi o inicio desta casa. Ainda tenho um trabalho feita pelo meu pai com 13 anos de uma perfeição fantástica.
O Sr. seguiu a tradição do seu pai o seu filho também, são três gerações. Haverá uma quarta geração?
AC: Bem, creio que não. Só se as coisas se inverterem. Para mim é um grande desgosto, digo com toda a sinceridade. O meu neto tem vocação, temos trabalhos feitos por ele e tem muito jeito. Mas ele não perde tempo aqui na oficina, prefere ir treinar para o “volei”. Mas também quero referir uma coisa importante, é que prefiro que a casa morra em glória e não em pobreza.
Há quantos anos trabalha como luthier?
AC: Bem, eu nasci no meio dos violinos. Desde pequeno que ajudava o meu pai. Quero referir um pormenor, é que eu também já tinha o “bichinho” de fazer coisas. Eu tirava as cascas mais grossas dos pinheiros e fazia figuras com um canivete. Fiz uma quantidade deles e lembro-me que andava na terceira classe e foram para uma exposição de trabalhos manuais em Aveiro.
Os meus dois irmãos formaram-se, a minha mãe quis que eu fosse estudar, mas eu quis ficar a trabalhar com o meu pai.
A madeira é importante para definir o som final de um violino? Quais as madeiras mais adequadas?
AC: A madeira é importantíssima, nós usamos a madeira vulgar a todos os construtores, são madeiras de grande ressonância, não existem em Portugal, é a “ácer ondulado”, proveniente dos Balcãs e o pinho dos Alpes Italianos. Mas o verniz também é muito importante.
Quanto tempo leva a construir um violino?
AC: A construção de um violino leva aproximadamente dois meses. O violino tem duas fases de construção, construir o violino em branco e depois envernizado. O verniz é um segredo de cada construtor, e precisa de aproximadamente um mês para o envernizar, depende da temperatura ambiente, tem dias de inverno que nem podemos envernizar. Já ganhamos um prémio especial na Polónia, para o melhor verniz em cerca de 150 violinos que estavam a concurso.
“Fico muito feliz quando um filho regressa a casa!”
Recebeu uma bolsa da Gulbenkian para estagiar em Paris na casa Etienne Vatelot e outra para Itália na Escola de Construção de Cremona.
AC: O meu pai trabalhava muito para o conservatório de Lisboa e os músicos vinham cá frequentemente. Ora, eles viam trabalhos feitos por mim e perguntavam ao meu pai porque não me manda estudar para fora. E entretanto, consegui uma bolsa da Gulbenkian. Lá fui para Paris, em Janeiro de 1961, para a casa Etienne Vatelot, onde estive um ano sem a família. Antes do regresso ainda fui três meses para Mirecourt, tinha de lá ir, é a cidade dos maiores construtores de violinos franceses.
Itália foi muito interessante, foi através de um concurso internacional de construção de quartetos (dois violinos, uma viola e um violoncelo) em Liége, em que ficamos em quarto lugar com o melhor quarteto e nesse concurso estava o Mestre da escola de Cremona. Quando viu o meu quarteto ficou rendido, e disse-me logo, tens de vir para Itália. Ora, quando cheguei a Portugal, lá fui à Gulbenkian pedir mais uma bolsa. Fui dois para Itália em 1964, mas desta vez levei a família.
Estas bolsas de que forma contribuíram para o seu sucesso profissional?
AC: Olhe, em Cremona, participei como aluno da escola a um concurso nacional e ganhei o primeiro prémio. Em 1967 voltei a concorrer com dois violinos e voltei a ganhar o primeiro prémio, medalhas de ouro que tenho aqui no cofre. Depois foram outros concursos, na Polónia, na Bélgica, etc, passei a concorrer como António Capela, Portugal, nunca associado a escolas.
O Sr. Capela é um Mestre numa Vila quase desconhecida e com um ateliê modesto. Nunca pensou mudar para uma cidade que lhe desse outra notoriedade?
AC: O Vatelot de Paris queria que eu ficasse lá, mas eu rejeitei. Em Cremona, o director da Escola, o meu pai assistiu, também queria que regressasse para ficar como mestre na escola e eu também rejeitei. E também tive um convite para ir para os Estados Unidos da Europa, para Filadélfia. Recusei todos os convites. Decidi que enquanto o meu pai fosse vivo não o abandonaria. Quando ele faleceu tive um convite de um grande reparador em Lisboa, só que eu tinha que usar o nome da casa e não o meu nome, recusei. E também prendia-me muito a família.
Qual foi o momento mais importante da sua carreira?
AC: O mais emocional foi em 1972 em Pozana. Eu participei com o meu pai com dois violinos cada um. Estávamos a almoçar com dois grandes amigos no restaurante do hotel onde estávamos hospedados e entra um Alemão e só diz isto: “primeiro Capela, segundo Capela, terceiro Capela e quarto Capela.” Eu fiquei tão emocionado que as lágrimas corriam-me pela cara abaixo, foi o momento que mais me marcou e guardarei eternamente na memória.
Quando vê um violino seu na televisão é capaz de o identificar?
AC: Muito rapidamente. Pelo aspecto e pela sonoridade.
Disse que ver um violino Capela partir do ateliê onde o construiu é como a perda de um filho.
AC: Isso é uma realidade. Se os violinos ficarem em Portugal, mais tarde ou mais cedo são obrigados a voltar, para consertar ou o cavalete ou a escala que com o tempo fica gasta e não pode. Mas se vão para o estrangeiro nunca os vejo. Fico muito feliz quando um filho regressa a casa! (risos)
cidaliacasal
QUEM É ELIOT RAUSCH?
OLÁ A TODOS!
Hoje começo por vos apresentar Eliot Rausch, é de Los Angeles e faz umas curtas fantasticas.
Recentemente ganhou um prémio para melhor video no concurso da "vimeo".
Convido-os a visitar o site e a ver os videos "Last minutes with Oden" e "Pennies Heart"
http://www.eliotrausch.com/
cidaliacasal
Hoje começo por vos apresentar Eliot Rausch, é de Los Angeles e faz umas curtas fantasticas.
Recentemente ganhou um prémio para melhor video no concurso da "vimeo".
Convido-os a visitar o site e a ver os videos "Last minutes with Oden" e "Pennies Heart"
http://www.eliotrausch.com/
cidaliacasal
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Gil nos "quartos" em Monte Carlo
Frederico Gil ultrapassou o o francês Gael Monfils, tenista que fecha o actual 'top-ten' do ranking ATP e garantiu a passagem aos quartos-de-final do torneio de Monte Carlo
O português Frederico Gil qualificou-se hoje para os quartos-de-final do torneio de ténis de Monte Carlo, ao derrotar o oitavo cabeça de série, o francês Gael Monfils, por 7-6 (8-6) e 6-2, em duas horas.
Na próxima ronda, o português vai defrontar o vencedor do encontro entre o britânico Andy Murray e o francês Gilles Simon.
III Concurso de Fotografía Digital para calendario de 2012
Olá a todos!
Gosto muito de fotografia e, tudo serve de argumento para usar a minha Sony, por isso, viajar e registar o que vejo dá-me enorme prazer!
Se viajar para o norte de Espanha ou sul de França,dê um salto a Pamplona. Aproveite para conhecer uma cidade interesante, tirar umas fotos e participar!
As fotos podem ser enviadas até setembro, através do seguinte link.
"Isto é comunicação"
http://www.pamplona.es/concurso_web/formulario.aspx
Gosto muito de fotografia e, tudo serve de argumento para usar a minha Sony, por isso, viajar e registar o que vejo dá-me enorme prazer!
Se viajar para o norte de Espanha ou sul de França,dê um salto a Pamplona. Aproveite para conhecer uma cidade interesante, tirar umas fotos e participar!
As fotos podem ser enviadas até setembro, através do seguinte link.
"Isto é comunicação"
http://www.pamplona.es/concurso_web/formulario.aspx
O melhor chocolate do mundo!
Olá a todos!
Estou em Bruxelas, vivo cá desde setembro e, como estamos perto da páscoa, lembrei-me de publicar um trabalho que fiz recentemente sobre o chocolate.
Partilho com todos esta fotoreportagem muito gulosa!!
Disfrutem...
"Isto é comunicação"
http://www.youtube.com/watch?v=Lpz9qn27cZo
Estou em Bruxelas, vivo cá desde setembro e, como estamos perto da páscoa, lembrei-me de publicar um trabalho que fiz recentemente sobre o chocolate.
Partilho com todos esta fotoreportagem muito gulosa!!
Disfrutem...
"Isto é comunicação"
http://www.youtube.com/watch?v=Lpz9qn27cZo
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